Eletrificação avança, mas a bateria de 12 V continua essencial
O Brasil superou a marca de 1 milhão de veículos leves eletrificados emplacados desde 2012. Segundo a ABVE, o acumulado chegou a 1.003.310 unidades em setembro de 2026. A transformação da frota, porém, não eliminou a necessidade dos sistemas elétricos de baixa tensão.
Em um veículo 100% elétrico, a bateria de alta tensão fornece energia para a tração. A bateria auxiliar de 12 V alimenta módulos eletrônicos, iluminação, comandos e, conforme a arquitetura do fabricante, funções essenciais de segurança.
A Battery Council International explica que esse sistema pode manter circuitos de baixa tensão operacionais quando a fonte principal está indisponível. Em muitos modelos, essa função é cumprida por baterias chumbo-ácido; outros adotam soluções de lítio.
Essa distinção altera o diagnóstico e a reposição. Não basta identificar a tensão nominal: é preciso verificar a tecnologia especificada pelo fabricante, a capacidade, as condições de operação e a compatibilidade com o sistema elétrico. Uma bateria inadequada pode comprometer funções auxiliares mesmo quando a bateria de tração está carregada.
Certificação é critério de mercado
A Portaria Inmetro nº 145/2022 estabelece certificação compulsória, registro e Selo de Identificação da Conformidade para baterias chumbo-ácido abrangidas por seu escopo. O regulamento incorpora requisitos de identificação e ensaios associados à ABNT NBR 15940:2019.
Na revenda, verificar o registro, as especificações e a integridade da rotulagem é uma medida objetiva de proteção ao consumidor e à cadeia de comercialização.
O controle também não termina na venda. A Lei nº 12.305/2010 e a Resolução Conama nº 401/2008 estabelecem obrigações relacionadas à logística reversa e à destinação ambientalmente adequada.
Receber baterias usadas e encaminhá-las à cadeia autorizada reduz riscos ambientais, viabiliza a recuperação de materiais e fortalece a competitividade das empresas regulares.
A Qualibat atua para tornar essas exigências verificáveis no mercado. Por meio de análises laboratoriais, orientação técnica e estímulo à autorregulação, contribui para diferenciar qualidade comprovada de declarações sem evidência.
Na eletrificação, inovação e sustentabilidade precisam caminhar com conformidade, rastreabilidade e destinação correta. São esses critérios que protegem o consumidor, distinguem as empresas comprometidas com a qualidade e sustentam o crescimento responsável do setor.