Incerteza de medição em ensaios de baterias é essencial para resultados confiáveis
Nenhuma medição é absoluta. Ao medir capacidade, tensão, corrente ou outro parâmetro de uma bateria, o laboratório trabalha com uma incerteza de medição: a estimativa da dispersão dos valores que podem ser atribuídos à grandeza medida.
Segundo o Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM), adotado pelo Inmetro, incerteza não é sinônimo de erro. O erro compara um valor medido a um valor de referência; a incerteza expressa a dúvida que permanece sobre o resultado.
Equipamentos, calibração, ambiente, método, resolução dos instrumentos e repetibilidade podem influenciar essa estimativa. O GUM, mantido pelo Joint Committee for Guides in Metrology (JCGM), estabelece princípios para avaliar e expressar essas contribuições.
A ISO/IEC 17025:2017, referência internacional para laboratórios de ensaio e calibração, exige a avaliação da incerteza de medição. Quando ela pode afetar a interpretação do resultado ou a conformidade com um limite de especificação, passa a ser parte da decisão técnica.
Isso importa principalmente perto dos limites. Um resultado aparentemente aprovado pode exigir análise adicional se a incerteza alcançar o limite técnico. Por isso, o JCGM 106 e o ILAC G8 tratam da relação entre incerteza, regra de decisão e declaração de conformidade.
No mercado de baterias automotivas chumbo-ácido, a Portaria Inmetro nº 145/2022 segue como referência regulatória para a avaliação da conformidade desses produtos.
Para fabricantes, distribuidores e varejistas, medir melhor significa decidir melhor: reduz retrabalho, repetição desnecessária de ensaios e desperdício de recursos. Para o consumidor, aumenta a confiança na qualidade e na conformidade.
Na Qualibat, transformar medições em evidências é olhar além do número final. Qualidade comprovada exige método, rastreabilidade e conhecimento do grau de confiança de cada resultado. É essa base técnica que separa conformidade de irregularidade e sustenta competitividade com responsabilidade