Como funciona a coleta de baterias para testes laboratoriais?
Uma bateria só pode ser avaliada com seriedade quando a amostra representa o produto real que chega ao consumidor. Por isso, a coleta para testes laboratoriais não começa no laboratório. Começa no mercado.
Na Qualibat, a coleta por amostragem é realizada a partir de baterias disponíveis no mercado de reposição, como lojas, distribuidores e centros automotivos, ou por produtos enviados por fabricantes para verificação de conformidade. O objetivo é simples: testar aquilo que está sendo vendido, não uma versão idealizada do produto.
Esse processo é essencial porque baterias automotivas chumbo-ácido estão dentro do escopo de avaliação compulsória da conformidade para componentes automotivos, consolidado pela Portaria Inmetro nº 145/2022. Na prática, isso significa que certificação, registro e uso do Selo de Identificação da Conformidade precisam estar alinhados ao produto efetivamente comercializado. O próprio Inmetro define o Registro de Objeto como o ato que autoriza a comercialização e o uso do selo no mercado nacional.
Após a coleta, cada bateria passa por inspeção visual. Essa etapa verifica condições físicas, possíveis danos, risco de vazamento, integridade da embalagem, identificação do produto, marca, modelo, data de fabricação e leitura do selo de conformidade. Se o selo não permite leitura clara, ou se a identificação não conversa com o produto vendido, a rastreabilidade já nasce comprometida.
Em seguida, as amostras são transportadas com controle e segurança até o laboratório próprio da Qualibat, em Sorocaba. Esse cuidado importa porque a bateria é um produto técnico, com componentes químicos e elétricos sensíveis. A integridade da amostra precisa ser preservada para que o resultado do ensaio reflita o desempenho real do produto, e não uma alteração provocada por manuseio inadequado.
No laboratório, as baterias são submetidas a ensaios técnicos previstos em normas aplicáveis, como a ABNT NBR 15940 para baterias chumbo-ácido de uso em veículos rodoviários automotores. Entre os testes estão a capacidade nominal em regime C20 e a corrente de partida a frio, conhecida como CCA. Esses ensaios ajudam a verificar se a bateria entrega, em laboratório, aquilo que promete no rótulo e no mercado.
A coleta por amostragem também protege o varejo e o distribuidor. Quando um produto irregular circula, o risco não fica apenas com o fabricante. Ele alcança quem vende, quem instala e quem recomenda. Para o consumidor, a consequência pode aparecer como baixa durabilidade, falha de partida, desempenho inferior ou ausência de rastreabilidade em caso de problema.
Conformidade também é sustentabilidade. A Resolução Conama nº 401/2008 estabelece critérios para o gerenciamento ambientalmente adequado de pilhas e baterias, incluindo baterias chumbo-ácido. Isso conecta qualidade técnica, responsabilidade ambiental e destinação correta. Uma bateria rastreável tem origem identificada, desempenho verificável e caminho mais seguro para o pós-consumo.
É nesse ponto que a Qualibat atua como agente técnico do setor. A entidade transforma norma em orientação prática, ensaio em evidência e conformidade em confiança de mercado.
Qualidade comprovada, rastreabilidade e destinação correta não travam o mercado. Elas separam o setor sério do setor irregular — e criam as bases para crescimento com segurança, transparência e competitividade.